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AVALIAÇÃO DA TIREÓIDE



AUTO-EXAME DA TIREÓIDE:

O auto-exame é uma das maneiras mais simples de prevenir as doenças da tireóide. Localizada na parte anterior do pescoço, entre a pele e a traquéia, a glândula em forma de borboleta, possui um lobo direito e outro esquerdo, unidos no meio.
Para realizar a identificação de alterações é preciso disponibilizar um copo com água e um espelho. O objetivo é segurar o espelho e procurar no pescoço a área conhecida como “gogó”. Em seguida, inclinar a cabeça para trás até que, através do espelho, seja possível a focalização dessa região. A idéia é beber um gole de água e observar se a tireóide apresenta alguma saliência no momento em que ela sobe e desce com o ato de engolir. É necessário repetir a prática várias vezes para constatar de fato alguma anormalidade. Qualquer suspeita é motivo para uma visita ao endocrinologista que saberá solicitar uma avaliação mais detalhada.

A tireóide é uma glândula que produz hormônios fundamentais para o metabolismo normal do organismo. Existem alguns exames de sangue que medem os níveis desses hormônios, identificando se a produção hormonal é normal, maior ou menor que os valores esperados.
O que são hormônios tireoideanos?
São hormônios produzidos pela tireóide, uma glândula localizada na região inferior do pescoço. A glândula envolve a traquéia e tem um formato semelhante a uma borboleta – sendo constituída por 2 lobos unidos pelo istmo. A tireóide produz hormônios a partir do iodo (obtido principalmente, de alimentos como frutos do mar, pães e sal).
Os hormônios mais importantes são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), que constituem 99,9% e 0,1% dos hormônios tireoideanos liberados na circulação, respectivamente. Entretanto, o hormônio com maior atividade biológica é o T3.
Após a liberação hormonal para a circulação, uma grande quantidade de T4 é convertida em T3 – o hormônio com maior efeito sobre o metabolismo celular.
Regulação hormonal:
A tireóide é controlada pela hipófise, que, por sua vez, é regulada pela tireóide (“retroalimentação” dos hormônios tireoideanos sobre a hipófise) e pelo hipotálamo.
O hipotálamo produz o hormônio liberador de tireotropina (ou TRH), que promove a liberação do hormônio estimulador da tireóide (TSH) pela hipófise. Este promove a liberação dos hormônios tireoideanos. Alterações em qualquer um desses níveis podem provocar uma deficiência dos hormônios tireoideanos (hipotireoidismo). A produção dos hormônios tireoideanos é regulada pela hipófise. Quando há níveis reduzidos de hormônios tireoideanos na circulação, a hipófise libera o TSH para estimular a produção desses hormônios.
>> Hipotálamo – TRH >> Hipófise- TSH >> Tireóide- T4 e T3

Por outro lado, quando ocorrem concentrações elevadas, os níveis de TSH diminuem com o objetivo de reduzir a produção de hormônios tireoideanos. Nos pacientes com hipotireoidismo, observa-se uma deficiência de hormônios tireoideanos. Naqueles com hipertireoidismo, observam-se níveis elevados desses hormônios.
Como é feito o diagnóstico de hipotireoidismo?
Deve-se suspeitar de hipotireoidismo em pacientes com queixa de fadiga, intolerância ao frio, constipação e extremidades frias. Para confirmar o diagnóstico, é necessário solicitar um exame de sangue.
Em pacientes com hipotireoidismo, observam-se níveis reduzidos de hormônios tireoideanos (T3 e T4). Nos estágios iniciais, entretanto, esses valores podem ser normais. Portanto, o principal exame para o diagnóstico de hipotireoidismo é a dosagem de TSH. Conforme descrito anteriormente, o TSH é secretado pela hipófise. Quando ocorre uma diminuição dos níveis de hormônios tireoideanos presentes na circulação, a hipófise libera uma maior quantidade de TSH para estimular a produção desses hormônios. Essa elevação dos níveis de TSH pode ser identificada alguns meses ou anos antes da redução nos níveis de T3 e T4 . Entretanto, uma exceção deve ser lembrada.
Se a deficiência de hormônios tireoideanos for provocada por alterações hipofisárias ou hipotalâmicas (condições conhecidas por hipotireoidismo secundário ou terciário), os níveis de TSH serão reduzidos. Um exame diferente, conhecido como teste do TRH, pode ajudar a diferenciar doenças causadas por alterações hipofisárias daquelas causadas por alterações hipotalâmicas. Esse exame, realizado por especialistas, requer a administração intravenosa.
Como é feito o diagnóstico de hipertireoidismo?
Deve-se suspeitar de hipertireoidismo em pacientes com tremores, sudorese excessiva, cabelos finos, taquicardia (elevação da freqüência cardíaca) e aumento de volume da tireóide. Também pode ocorrer exoftalmia (condição na qual os olhos parecem saltar, devido à elevação das pálpebras superiores). Em estágios avançados, a doença é facilmente diagnosticada. No início, entretanto, principalmente em pacientes de idade avançada, o diagnóstico pode ser difícil.
Em todos os casos, é necessário realizar um exame de sangue para confirmar o diagnóstico. Em pacientes com hipertireoidismo, observam-se níveis elevados dos hormônios tireoideanos. No entanto, a dosagem de TSH é o principal exame para o diagnóstico.
Quando ocorre uma elevação dos níveis de hormônios tireoideanos presentes na circulação, a hipófise libera uma menor quantidade de TSH (fenômeno chamado down-regulation, em inglês) para inibir a produção desses hormônios.
No hipertireodismo, portanto, ocorrem níveis reduzidos ou indetectáveis de TSH. Entretanto, existe uma exceção. Em casos nos quais os níveis elevados de hormônios tireoideanos são produzidos por um tumor hipofisário secretor de TSH (condição pouco comum, denominada hipertireoidismo secundário), observam-se níveis elevados de TSH.
Existem outros exames para a avaliação da tireóide?
Os exames mencionados acima podem confirmar a deficiência ou a produção aumentada de hormônios tireoideanos e, portanto, são utilizados para o diagnóstico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Entretanto, eles não apontam uma causa específica.
Para identificá-la, o médico deve levar em consideração a história clínica, o exame físico e, em alguns casos, outros exames complementares, como a pesquisa de anticorpos anti-tireoideanos, exames de medicina nuclear, ultra-sonografia de tireóide, dentre outros.

(Fonte: Lincx- Serviços de Saúde: www.lincx.com.br)


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